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PRAGAS

Baratas

Há perto de 5.000 espécies de baratas. Menos de 1% tem status de praga.

A maioria vive nas regiões tropicais, mas vivem em todos os lugares do mundo, incluindo o Pólo Norte e o Pólo Sul.

Em lugares muito frios, entretanto, sobrevivem junto aos homens.

Nas zonas tropicais são frequentemente de cor verde, amarela ou marrom avermelhada.

São nativas do oeste da Ásia e norte da África.

Alguns fósseis mostram que as baratas existem a mais de 300 milhões de anos e são muito semelhantes às espécies atuais.

A maior barata tem cerca de 20 cm de comprimento e vive na América do Sul. Algumas são muito pequenas ( 4 mm ) e vivem em ninhos de formigas.

Podem viver até um mês sem comer, mas somente uma semana sem água.

Podem nadar e prender a respiração até por 40 minutos. O pulmão é distribuído pelo lado do corpo e respiram através dele, e não pelo nariz.

Podem enxergar muito bem com luz verde, mas não enxergam com luz vermelha.

Têm o esqueleto fora do corpo.

À medida que crescem trocam de casca muitas vezes, fenômeno denominado de ecdise.

Têm glândulas salivares e podem cuspir.

Usam as antenas como nariz

As baratas jovens parecem adultos em versão pequena e sem asas. São as ninfas.

Vivem em buracos e fendas e passam 75% do seu tempo descansando.

Comem à noite, e algumas têm atração por bebida alcoólica, particularmente cerveja.

Comem qualquer coisa, mas preferem carboidratos a proteínas e gorduras.

Podem passar por fendas muito pequenas, de até 1,6 mm. As "grávidas" precisam de no mínimo 4,5 mm para passar.

As baratas podem em uma única vez se tornarem fecundas para o resto da vida.

Os ovos são naturalmente protegidos dos inseticidas, tornando difícil o seu controle.

Podem trazer doenças, contaminando os alimentos, como gastroenterocolites, intoxicação alimentar e diarréia.

São basicamente noturnas. As poucas que se vê durante o dia pode significar uma grande infestação.

A cabeça da barata contém pequena parte do cérebro. Ele está distribuído por todo o corpo, de tal forma que se cortar a cabeça, ela pode permanecer viva até morrer de inanição ou sede em uma semana.

Ratos

São onívoros, alimentando-se de qualquer tipo de comida, incluindo membros de sua própria espécie mortos ou doentes.

Os sentidos predominantes são olfato, paladar, tato e audição em oposição à visão. Os ratos se movem ao escurecer, usando seus longos e sensitivos bigodes e pêlos do corpo para guiá-los.

Têm um excelente paladar, habilidosos em detectar certos componentes, incluindo os venenos, mesmo em concentrações muito baixas, muito rapidamente.

Os ratos podem entrar em seu ambiente por um orifício de tamanho aproximado de um quarto do seu tamanho.

Memorizam um caminho específico e usam a mesma rota habitualmente.

São cautelosos e se seu alimento está em área exposta onde não podem consumí-lo rapidamente, carregam para um lugar escondido.

Dentro das áreas urbanas os ratos deduzem o suporte de suas vidas de um sistema de gerenciamento e processamento de alimentos e áreas de armazenamento.

Danificam as estruturas, as instalações elétricas e causam incêndio. Urinam na comida dos animais e pessoas e transmitem doenças.

Podem mergulhar e nadar por baixo da água durante 30 segundos. Mergulham nos sifões de banheiros e podem nadar em água livre até por 800 metros de distância.

Podem escalar tubos e canos na vertical, por dentro e por fora deles.

Podem saltar na vertical até 90 cm em superficie plana.


Camundongos

Alguns cientistas acreditam que o camundongo se desenvolveu do rato sob condições onde era menos importante ser grande e feroz que ser capaz de escapar por pequenos buracos.

São mais aceitáveis pelas pessoas que os ratos.

São capazes de ser transportados por longos períodos de tempo em caixas fechadas.

São encontrados em todo o mundo, desde os trópicos às regiões árticas.

O camundongo tem um mecanismo de proteção que responde a estresse - barulho em excesso, por exemplo - induzindo a um torpor ou dormência que conserva a sua reserva fisiológica.

Muitos incêndios de causa desconhecida podem ter sido causados por camundongos roendo as instalações elétricas.

Em seis meses, um par de camundongos pode comer cerca de 2 kg de alimento e produzir cerca de 18.000 bolinhas fecais.

Não são cegos, mas têm visão ruim e não podem ver claramente cerca de 15 cm de distância.

São excelentes escaladores e podem correr pelas paredes ásperas sem quebrar o passo.

Podem nadar, mas preferem não fazê-lo.

Podem saltar distância vertical de 30 cm do piso para uma superfície plana elevada, e saltar de uma altura de 2 metros do piso sem ferimento.

Sobrevivem em câmaras frigoríficas até a 10 graus C abaixo de zero.

Podem se espremer através de aberturas de até 0,5 cm de diâmetro.

Correm horizontalmente sobre tubos, fios e cordas.

São magros e com longos pelos se vivem em ambientes frios.

Um par de camundongos pode produzir 200 descendentes em 4 meses.

Cada camundongo pode contaminar 10 vezes mais alimentos que comer.


Cupins

Os cupins devem existir por mais de 250 milhões de anos.

Por causa da estrutura altamente natural das colônias são capazes de se adaptar eficientemente às mudanças do ambiente.

O ninho de algumas espécies, como a Macrotermes do oeste da África, pode ter 5 milhões de componentes, muito mais cupins que a população da Nova Zelândia.

Precisam de umidade para sobreviver e poderão morrer se expostos à luz do sol ou ao ar livre. Os túneis os protegem desses elementos.

São capazes de se distanciar da colônia por 40 metros e uma vez descoberta uma fonte de alimentos, deixam uma "trilha química" para os outros seguirem.

Os cupins se alimentam de celulose, não somente da madeira, mas de qualquer coisa que contenha celulose, como livros, carpetes, papel de parede, móveis, etc.

Algumas vezes podem se alimentar de uma estrutura de madeira deixando a pintura intacta.

São frequentemente confundidos com formigas aladas.

Cupim alado: ambas as asas têm o mesmo tamanho, as antenas não dobradas e a cintura larga.

Formiga alada: as asas posteriores são menores que as anteriores, as antenas são dobradas e têm cintura fina.

As colônias são divididas em classes sociais: reprodutores primários (rainha e rei), reprodutores secundários (siriri), trabalhadores e soldados.

Cada classe tem uma tarefa específica dentro da colônia e suas atividades nunca cessam.

Os cupins são objetivos e eficientes na sua tarefa de buscar alimentos.

Soldado: protege a colônia de formigas, seu principal inimigo natural, com suas poderosas pinças, e com a cabeça, protegida por uma espécie de capacete de tecido duro.

Trabalhador: é responsável pela busca de alimentos.

Siriri: vivem aos milhares, e estabelecem as novas colônias. São os reprodutores secundários. Possuem asas e voam.

Rainha: é a responsável pela reprodução e pode botar acima de 35.000 ovos por ano.

Rei: vive na colônia com a rainha.

Ovos: eclodem em 50 a 55 dias e amadurecem para a forma adulta dentro de um ano. Podem tornar-se qualquer membro da sociedade, dependendo das necessidades da colônia.

 

Morcegos

Os morcegos são os únicos mamíferos voadores, possuem o corpo coberto de pêlos e no início de seu desenvolvimento são nutridos com leite secretado pelas glândulas mamarias das fêmeas. São da classe Chiroptera (Chiro - mão; ptera - asa ), isto é animais com mãos "transformadas" em asas. Estão entre os mamíferos mais interessantes e singulares, infelizmente também estão entre os animais mais difamados. Os morcegos são transmissores de raiva. Mesmo que só uma pequena porcentagem de morcegos estejam infectados com raiva, qualquer um pode ser potencialmente perigoso e deve ser manejado com precaução, pois a raiva pode ocorrer nos morcegos sem mostrar sintomas. Esses animais podem ser divididos de acordo com sua alimentação, que é bem variada: - Morcegos insetívoros: alimentam-se de insetos; - Morcegos nectarívoros ou polinívoros: Alimentam-se de néctar e pólen; - Carnívoros: alimentam-se da rãs, camundongos, aves e outros morcegos; - Morcegos frugívoros: alimentam-se de frutas; - Morcegos piscívoros: alimentam-se de principalmente peixes;- Morcegos hematófagos: Alimentam-se exclusivamente de sangue.

Transmissão

A forma mais comum de contaminação pelo vírus da raiva é através do contato com a saliva de animais doentes, através de mordeduras, arranhões ou lambeduras em pele lesada ou mucosa. Embora todas as espécies de morcegos possam atuar como transmissores do vírus da raiva, o morcego hematófago é considerado, um dos principais responsáveis pela transmissão da doença, podendo infectar não só bovinos, eqüinos como também outras espécies de morcegos. Assim, através da transmissão em cadeia, todos os animais infectados com a raiva, inclusive o próprio morcego, podem transmitir a raiva para o homem através de suas fezes e no local onde vivem, como cavernas e forros.

Doenças
Raiva A raiva é uma doença que acomete mamíferos, e que ser transmitida aos homens, sendo portanto, uma zoonose (transmitida por vírus). Envolve o sistema nervoso central, levando ao óbito após uma curta evolução da doença. Os principais sintomas tanto nos animais quanto no homem são: dificuldade para engolir, salivação abundante, mudança de comportamento, mudança de hábitos alimentares, mudança de hábitos, paralisia dos membros inferiores.


Mordida de Morcego

Prevenção
- Evitar tocar em animais estranhos, feridos e doentes,
- Não perturbar animais quando estiverem comendo, bebendo ou dormindo,
- Não separar animais que estejam brigando,
- Não entrar em grutas ou furnas, sem máscaras e luvas resistentes de preferência de couro;
- Não tocar em qualquer tipo de morcego (vivo ou morto),
- Não criar animais silvestres ou tirá-los de seu "habitat" natural.

 

Formigas

Formigas urbanas
Insetos de hábitos sociais, tendo um fator importante a considerar é que a presença de uma única formiga procurando alimento indica que, se houver alimento disponível, centenas, milhares de outras formigas chegarão ao local para se alimentarem, formando assim, uma elevada infestação da espécie. Uma outra características é a grande habilidade de mudança dos ninhos de um local para o outro, facilitando a rápida formação de novas colônias e sub colônias.

Formiga louca
Normalmente fazem seus ninhos em áreas externas, principalmente em calçadas ou telhados, pois a temperatura é alta e adequada para o desenvolvimento da espécie. Ninhos também são encontrados no solo sob objetos, em material depositado no chão como pedaços de madeira e também em fendas entre calçadas e paredes. Consomem variedade de alimentos como carnes, doces, frutas, verduras e até refrigerantes.

Formiga lava-pés
Os ninhos normalmente estão localizados em locais abertos como gramados, campos de futebol e canteiros de árvores. Podem, ocasionalmente, infestar equipamentos eletrônicos e até mesmo caixas de fiação elétrica, podendo provocar curto-circuito. A picada é dolorosa, pois introduzem o ferrão na pele da vítima inoculando veneno que causa bolhas como se fossem queimaduras. Podem causar alergia em algumas pessoas e, em casos mais graves, choque anafilático. Esta espécie alimenta-se de quase todos os tipos de plantas ou animais e de uma variedade de alimentos domésticos, como: óleos, carnes, manteiga, queijos, frutas, pães e doces.

Formiga do faraó
Fazem ninhos em pequenas cavidades no interior de ambientes domésticos. Representam um risco potencial para a saúde pública, especialmente a presença em hospitais, pois são vetores mecânicos de bactérias patogênicas. Esta espécie tem sido largamente espalhada pelo mundo através de transporte acidental e tem se tornado importante, principalmente nos centros urbanos. Consomem alimentos variados, tendo preferência pelos ricos em gordura e também substâncias doces. As colônias possuem muitos indivíduos, podendo conter várias rainhas que, apesar de possuírem asas, nunca voam. A formação de novas colônias ocorrem muito rapidamente. É uma das espécies mais difíceis de ser controlada, pois é altamente dominante sobre as outras espécies.

Formiga cabeçuda
Podem fazer seus ninhos no solo e em frestas de calçadas. Em residências aproveitam as falhas estruturais na construção para formarem os ninhos. Alimentam-se de produtos ricos em proteína, além de suco de frutas.

Formiga acrobática
Constroem seus ninhos diretamente no solo ou sob pedras ou outros objetos. Podem se alojar em troncos de árvores e batentes de madeira. Quando perturbadas, podem morder, utilizando a mandíbula e ferroar dolorosamente. Alimentam-se de doces, manteiga e carnes.

Formiga Argentina
Fazem seus ninhos próximo à fonte de alimento e água, como pias, vasos de plantas e encanamentos. O fato de expulsarem as outras espécies de formigas do território onde estabelecem seus ninhos, favorece sua dispersão, dificultando o controle. Alimentam-se de substâncias açucaradas, carnes, insetos mortos e suco de frutas.

Formiga de fogo
Formam seus ninhos em lugares desde muito secos até muito úmidos. As colônias possuem muitos indivíduos e podem ter mais de uma rainha.. Sua picada é muito dolorosa, podendo a dor durar por várias horas, porém só atacam quando são pressionadas. Seu veneno pode causar alergias. Em ambientes domésticos costumam infestar roupas, camas alimentos ou berços. Alimentam-se de carnes e óleos.

Formiga carpinteira
A maioria constroem seus ninhos em madeira morta, mas pode também construí-los dentro das residências, em vãos e fendas da alvenaria, podendo ser encontradas em vigas de madeira e molduras de portas. Podem ser encontradas também em dentro de aparelhos domésticos. Alimentam-se geralmente de substâncias açucaradas, ovos, carnes e bolos.

 

Mosquitos

Entre os grupos de animais existentes na terra, o maior é o dos insetos, sendo que alguns como os mosquitos são transmissores de doenças como Encefalite Filariose e outras arboviroses importantes. Assim o seu controle é de suma importância. Existem muitas espécies de mosquitos, mas o gênero Culex predomina principalmente nas áreas urbanas. Esses mosquitos criam-se em valas de esgotos, águas poluídas de córregos, cemitérios, rios, águas paradas ricas em matéria orgânica em decomposição - locais que se apresentam com muitos detritos e mau cheiro. Mais conhecidos como pernilongos e muriçocas. São hematófagos na sua grande maioria.

DENGUE
É uma doença febril aguda, que apresenta sintomas como cefaléia intensa, dores musculares e nas articulações e posteriormente faz surgir erupções cutâneas, causando mal - estar e fadiga aos infectados. Existem 4 (quatro) diferentes sorotipos do vírus desta doença, na natureza. Trata-se de uma doença grave , cujo quadro hemorrágico pode ser letal; 40 a 50% dos infectados morrem quando não tratados e devidamente hospitalizados, sendo que os casosde dengue hemorrágico ocorrem com mais frequência durante infecções sequenciais dos diferentes sorotipos da doença. Atualmente no Brasil, estão circulando os sorotipos 1 e 2. Nas capitais e municípios das regiões metropolitanas, significativas parcelas da população já foram infectadas, o que explica o surgimento de casos de dengue hemorrágico, e a probabilidade , quando não há controle do vetor, de aumento de incidência de formas mais graves da doença.

Locais de reprodução (vetores - Aedes aegypti e Aedes albopictus): pneus, latas, vasos (pratos e xaxins), caixas d'água e cisternas mal vedadas, lagos artificiais, aquários e piscinas descuidados, além de qualquer outro lugar que possa vir a armazenar água durante algum tempo.

Ácaros

Os ácaros domésticos se alimentam de matéria orgânica encontrada na poeira doméstica, tais como fungos e partículas de alimentos, mas a maior parte de sua dieta alimentar consiste de pedaços de pele humana morta que é trocada diariamente, que contém um alto conteúdo protéico. São freqüentemente encontrados em locais escondidos sob ou na própria poeira. O cuidado com a limpeza doméstica através de constantes aspirações da poeira dos colchões, carpetes e de outras áreas infestadas, muito auxiliam para a redução das populações de ácaros.


   
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